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 Life is not a word is a felling

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JulietCraig
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MensagemAssunto: Life is not a word is a felling   Dom Dez 28, 2008 5:29 pm

Esta é a minha primeira fic. Espero que gostem Smile

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Aquele metal gasto cortava-me as mãos suadas de medo. A brisa forte e gelada do Inverno que ia passando também não ajudavam a manter-me de pé e consciente, e talvez a garrafa de vodka que ia a meio não melhora-se muito a minha situação, mas eu sabia que tinha de o fazer e quanto mais rápido melhor.
Caminhei sob a fraca luz do luar, esperando que ninguém me desse por mim. Queria chegar a lado nenhum e sentir-me em casa. Naquele momento, nenhum sítio era uma casa e cada esquina onde dormitava era apenas mais uma passagem. As moedas sujas no bolso do meu casaco de flanela eram cada vez menos, e quase que não davam para uma cerveja quando mais para outra garrafa do típico vodka puro.
Na minha cabeça o pensamento de trocar o bom sabor de álcool por um café forte, e ficar por vagos momentos sóbria, pareceu-me por segundos uma boa ideia, das poucas que tinha tido nos últimos tempos. Mas logo percebi que não aguentaria ver o mundo real onde estava e a dor era forte demais para ser sentida. Além disso eram 3 da manhã e duvido que uma taberna quisesse-me acolher.
Soltei uma gargalhada ligeira para o ar vazio e deixei o meu corpo cair solto no chão de todos e de ninguém. Realmente, de quem era aquele chão? Meu? Deles? Todos o usavam, e sujavam. Também estavam no seu direito. Ninguém chega e diz “Este chão é meu!”. Por isso quis ser a primeira. Aquela que ocuparia um pedaço de chão coberto de neve, do qual não voltaria mais a usufruir. Apenas queria ter algo meu para além das minhas sapatilhas frias, as minhas calcas rasgadas, a minha t-shirt oferecida por ele que estava longe, e o meu casaco, o meu querido e amado casaco do sem qual já não vivia.
Por isso, gritei o mais alto e seguro que o álcool deixava. Gritei com os braços estendidos para o ar que aquele chão era agora meu!
Erro meu. Senti a sua respiração no meu pescoço, e o calor do seu corpo aqueceu vagamente o meu.
Voltei costas e apontei a arma de metal ferrugento que tinha na mão. Agora ou nunca.
Esperei por aquele momento dias e semanas, talvez uns tantos meses. Sentia que a vingança da minha parte, era a melhor maneira de acabar com a minha dor e as grades rugosas da prisão eram umas paredes de uma casa que me deixavam respirar.
Ele mantinha o seu sorriso habitual e acolhedor pelo qual me apaixonara desde miúda. Agora era a mesma miúda, com apenas mais uns centímetros e um coração coberto de dor e raiva.
Perguntei-lhe porque. Porque tinha o feito? Sempre a amara, não o deixaria de o fazer agora.
Mas o sorriso mantinha-se firme e concreto, sem desenhar nenhuma palavra.
Fui encostado aquela arma a sua testa. Era lisa e perfeita. Todo ele era perfeito por fora, e antes pensei que o era igualmente por dentro. Era o meu ídolo, talvez a minha única razão de viver.
Ia agora faze-lo, e como desejara a muito, a rapidez era a melhor forma. Só que esta teria de esperar, pois o meu coração quis olhar uma última vez nos seus olhos suaves e brilhantes, que nunca mudam.
- Pai …
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Arauja_Kodomo
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MensagemAssunto: Re: Life is not a word is a felling   Dom Dez 28, 2008 5:31 pm

Wow..
Gostei bastante, escreves muito bem Smile
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Teky
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MensagemAssunto: Re: Life is not a word is a felling   Dom Dez 28, 2008 5:31 pm

Tu sabes o quanto AMO , esta fic *_*

M.A.I.S *_*
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JulietCraig
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MensagemAssunto: Re: Life is not a word is a felling   Seg Dez 29, 2008 4:21 pm

Siim eu sei Anne, eu sei xD
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JulietCraig
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MensagemAssunto: Re: Life is not a word is a felling   Qui Jan 08, 2009 3:29 pm

Bem mais um bocadinho ^^

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Acordei. Tinha a cabeça extremamente atordoada, e o coração a bater mais forte do que da última vez.
A luz do sol que iluminava toda a pequena cidade era fortíssima, atravessando as entradas soltas dos estores e penetrando nos meus olhos entreabertos.
Deitei novamente a cabeça na almofada molhada de lágrimas, tapando-me para fugir a toda a aquela luz alegre.
Não estava feliz. Aquele pesadelo tinha me deixado de rastos e a minha vida não estava propriamente fascinante. Quis ficar ali para sempre, escondida do mundo.
Olhei para as horas do pequeno visor do meu telemóvel, e ainda era cedo. Com medo pus os pés no chão frio do meu quarto. Estava lá tudo. A garrafa de vodka, este de laranja, que ia a meio, fechada e deitada junto aos pés da cama, as minhas calcas, o meu adorado casaco e finalmente, aquela t-shirt, que agora me pertencia e trazia consigo tantas memórias.
Havia pouco espaço naquele quarto para passar mas mesmo assim sai dele e dirigi-me até ao pequeno telefone que estava no hall de entrada. Em cima do mesmo estava o típico papel.
“ Juliet, o pai saiu. Não sei quando voltarei, nem mesmo para onde vou exactamente. A esmeralda trata da tua comida. Estou aqui presente, basta pore-lo a tocar. Beijo Amo-te,
Brian Elwin Haner, Jr. (Pai)”
Olhei para o CD que estava ao lado do papel escrito com a sua letra perfeita que completava o seu ser. Não era preciso pô-lo a tocar. Mudar de canal para a MTV bastava para o ver e ouvir.
Tinha também uma mensagem que não queria ouvir. Só que o meu coração pediu para ouvir a sua voz e eu cedi por fim.
“- Querida, como estás? Espero que esteja tudo a correr bem, e as aulas estejam a correr bem… Sei que ainda agora estão a começar mas tens de te aplicar. Desculpa não ligar mas a diferença horária é demasiada, e tive receio de te acordar. Beijinhos mãe.”
“- Olá Juliet. Preciso de falar contigo. Thomas”
Thomas? Não, não ia falar com ele.
Senti tudo o que a minha vista alcançava a rodar, e os meus pés desequilibravam-se cada vez que tentavam tocar no chão. Deitei-me ali mesmo, no tapete áspero e limpo de tão pouco usado.
Ao fechar os olhos, todo aquele pesadelo daquela noite voltou a mim. Porque razão o meu pai alguma vez mataria a minha mãe? Porque razão mataria eu alguém tão perfeito como o meu maior ídolo?
Não passa tudo de um sonho. Um sonho mau de uma criança crescida, sem o pai para a acalmar quando ela acordasse.
As lágrimas caíram uma por uma do meu rosto frio e cansado. Puxei por uma fotografia minha e deles, meus pais, e relembrei por mais uma vez como se tinham conhecido. Adorava ouvi-los contarem aquela história, que talvez nunca fosse muito bem para a minha idade, com um sorriso malicioso nos seus lábios.
Contaram-me que andam os dois em digressão pelo mundo fazendo o mesmo: tocar guitarra. A minha mãe, Johanna Craig ou simplesmente Jo e o meu pai Brian Elwin Haner, Jr. Era ali Synsyter Gates, ou apenas Syn. Cada um com a sua banda, e com as mesmas ambições de qualquer artista.
Era os finais de Junho, e estavam na Alemanha, num festival. Já se tinham encontrado em vários, e em todos aconteciam o mesmo. Beber demais estava-lhes no sangue e a loucura em palco encontrava-se em ambos. Por detrás deste, era a mistura de álcool permanente, e algo que mais acontecia entre os dois. Um beijo aqui, outro ali, e ficavam sem roupa que levam suada do concerto. Fora de vida de músicos, durante passeios nas cidades em que iriam actuar a amizade intensa continuava, e igualmente em quartos de hotéis. Juraram-me que enquanto conscientes tomaram devidas precauções, mas quando a suas cabeças tinham um ritmo mais forte do que se ouvia em palco, era tudo do momento. Assim a minha mãe engravidou, e o enorme barrigão não permitiu que ela tocasse durante uns tempos, criando-se uma serie de concertos conjuntos das duas bandas em que o meu pai tocava pela minha mãe, enquanto ela passeava pelos corredores da plateia distribuindo autógrafos.
Nasci e as suas vidas continuaram, restando para mim as suas ausências permanentes, o facto de nem sempre estarem juntos e ir habituando-me a estas suas vidas de luxo.
A esmeralda estreitou-me através da estreita porta da cozinha, fez uma careta e suspirou.
- Artistas! Nunca os perceberemos…
Ri-me. Ela era sempre a assim. Os seus olhos verdes transmitiam uma esperança enorme, e o seu cabelo castanho e ondulado completava o seu espírito exótico.
- Esmeralda?
- Ainda está no chão?
- Oh esmeralda, eu adoro-te. – E abracei-a. – Sabes com é que o meu pai saiu?
- O costume. Pequeno-almoço?
- Sim, por favor.
Os olhos de esmeralda mantiveram-se no chão enquanto voltava de novo para dentro. Sabia o quando evitava falar dos amigos do meu pai.
Entrar na sala, fazia-me lembrar os catálogos de casas de sonho. Tudo no seu sítio, por ordem de tamanho e cor, sem pó. Enfim quase perfeito. Os chinelos do meu pai, as suas palhetas, e suas revistas espalhadas tornavam aquele espaço habitado, estragando todo o conjunto de foto de revista.
E ali estava ele. Naquele ecrã, como em todas a manhãs. Sorria maliciosamente, e gozava o ritmo entranhado no sangue que lhe corria nas veias. Era o meu Synyster Gates de sempre.
Aquela música lembrava-me o que sentia por ele, e o que ele dizia sentir por mim. Mesmo cantada pelo Matt, tocava-me por dentro como se a voz que envolvia aquela melodia fosse a do meu pai.
Dear God. Era sem dúvida o nome perfeito para uma música, principalmente quando esta falava de tanto sentimento de saudade e ausência. O que sentia naquele momento, pelas pessoas mais importantes. Os meus pais e ele.
Ele. O que julgava ser o meu melhor amigo e me tinha literalmente deixado para atrás. Agora queria falar comigo.
- Aqui tem. A ver o seu pai?
- Sim… Toca bem não toca? – Perguntei a esmeralda. Tinha orgulho de quem me tinha posto no mundo.
- De tanto que já ouvi, mesmo que toca-se mal já aguentava tudo. – Respondeu-me rindo-se. – A menina sabe bem que o dom que tem nesses dedinhos. Herança Familiar.
Ela tinha razão. Eu não o negaria nunca. Tinha em mim, todo o meu avó, pai e mãe, e podia o provar ao pegar numa guitarra e tocar. Era autónomo e único.
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Arauja_Kodomo
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MensagemAssunto: Re: Life is not a word is a felling   Qui Jan 08, 2009 3:43 pm

Muito, muito fixe Very Happy
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Teky
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MensagemAssunto: Re: Life is not a word is a felling   Sex Jan 09, 2009 11:00 am

MAAAAAAAIIIIII(...)IIISSSSSS
*_*
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JulietCraig
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MensagemAssunto: Re: Life is not a word is a felling   Seg Fev 09, 2009 3:45 pm

Bem desculpem demorar tanto a por mais u.u Espero que gostem Very Happy
Desliguei a televisão, pois a partir do momento em que tinha acabado o videoclip só deu músicas e musicas que não me entravam no ouvido.
Comecei a ficar farta de estar ali. Era domingo de manhã, e não havia testes nem matéria para estudar. Não tinha os pais em casa e aquele silêncio fazia-me dor de cabeça. Poderia ir ter com o Thomas, mas não me valia de nada. Não o queria ver, nem me magoar mais do que suportava.
Vesti a t-shirt que me tinha emprestado e nunca a pediu de volta, dos Korn, uma saia de pregas preta e as típicas converse. Estava frio, por isso o meu inseparável casaco acompanhou-me por mais uma vez.
Não sabia bem por onde ir. Queria ver pessoas. Todo o tipo delas. Gordas, Magras, Bonitas, Feias, Loiras ou Morenas. Decidi ir até a praça municipal. Lá encontraria o que precisava.
A minha cabeça pensava continuamente em Thomas, e de quando íamos os dois até aquele lugar e ficamos horas e horas a falar de quem passava. Tudo o que poderíamos descobrir através de uma expressão, uma voz ou até uma peça de roupa. Tentar descobrir se tinham família com filhos, que tipo de CD comprariam ou que prato nos servir iam num jantar formal. Era uma maneira de passar o tempo, rir e esquecer o mundo que existia a nossa volta. Éramos só nós e um espaço de uma escada, ocupada por turistas e pessoas como nós a passar o tempo.
Tinha-lhe ensinado tudo o que sabia sobre música e tudo o que estava por detrás daquele mundo. Agora ainda podia ver os seus olhos as brilharem e o seu sorriso para mim.
Passava pelas pessoas sem lhes olhar. Não queria enfrentar ninguém, apenas seguir o meu caminho. Enquanto mudava de faixa do meu mp3 constantemente, não encontrava a melodia com voz que encaixa-se aos meus sentimentos naquele momento. Parei numa dos The Offspring, apenas para me lembrar do primeiro concerto a que tinha ido. Tinha apenas 6 anos e lembro me de cantar o Pretty Fly na perfeição, quase ao colo do meu pai e de mão dada a minha mãe, que saltava e gritava na aquela primeira fila por aqueles que faziam daquela uma das suas bandas preferidas. Fora uma noite magica e talvez ali percebi realmente a realidade onde vivia. O mundo da música.
Lembro-me do flash das câmaras ofuscarem-me os meus pequeninos olhos, e de sentir diversos cheiros no ar. Mais tarde descobri que eram tabaco e ganza.
Olhei finalmente para as pessoas que passavam ao meu lado. Eram todas diferentes. Muitas estrangeiras, outras passeavam com os filhos, alguns jovens. Ninguém conhecido.
Sentei-me no lugar habitual. Tinha uma vida normal para quem era filha de dois guitarristas famosos. Aliás uma vida até bastante parada agora.
Problemas com o álcool pertenciam-me mas quem podia dizer mal? Tinha nascido disso.
Na rua, muitos eram aqueles que olham julgando conhecer-me, sem saberem realmente de onde. Na escola, só os mais próximos sabiam em que ventre tinha sido gerada, e mantinham-no em segredo. Alguns diziam que era parecida com aquela guitarrista que subia para cima das colunas e tocava sentada no meio do palco. Na verdade ela nem parecia minha mãe, não só pelo facto de me ter tido mesmo muito nova, como de toda a sua energia para alguém que estava agora a entrar nos 30. Quando alguém decidia me emprestar uma guitarra para eu tocar era comparada ao famoso guitarrista Synyster Gates, pelo qual algumas gritavam. Era engraçado ver alguém a sonhar conhecer o seu ídolo que vivia ali ao seu lado sem saberem.
Ria-me sozinha. Sabia-me bem, estar ali. As vozes das pessoas que estavam por ali eram um anti-depressivo.
Gritos de adolescentes interromperam o meu silêncio falado. Olhei e pequenos grupos de raparigas corriam em direcção ao Coliseu, seguidas por rapazes que não tinham a mesma pressa. Era um concerto.
Segui em direcção há aquele recinto, para saber qual o motivo dos gritos. Havia em mim uma esperança de conhecer a banda, e talvez passar uma noite diferente.
- Juliet!
Uma voz de uma rapariga procurava por mim. Conhecia, mas não me lembrava de quem esta pertencia. Olhei em volta e descobri-a.
- Raquel! – Era da minha turma. Não éramos as melhores amigas, mas passava-mos algum tempo juntas.
- Vens ao concerto?
- Ah… Não sei ainda. Quem é que vem mesmo aqui?
- Os My Chemical Romance! Não sabias? Está esgotado, há semanas.
My Chemical Romance, eu adorava.
- Eu adoro-os, mas não fazia ideia que vinham cá…
- Tu és estranha – Disse rindo-se. – Há cartazes por todo o lado. Olha até tem fotógrafos.
Oh não fotógrafos. Estes sim, sabiam quem eu era. Tinha de sair dali, e sabia que entrar no coliseu era a única forma.
- Raquel sabes se já fizeram o teste de som?
- Hum… Penso que devem estar a meio ou a acabar.
- Pois dai os fotógrafos estarem todos aqui. Bem, vou ver se arranjo bilhete em algum contrabandista. – Disse rindo. – Ate já!
- Ate já!
Atravessei a multidão negra de jovens que me rodeava, procurando um segurança. Era difícil chegar ao top da fila e comentários menos agradáveis eram ouvidos. Por fim cheguei perto de quem pretendia. Olhei para cima, e este perguntou-me o que desejava. Chamei por o Alfredo Gomes.
O Alfredo conhecia-me e era a única forma de entrar ali, despercebidamente.
- Juliet! Bem, anda comigo. Temos de entrar pela porta de trás, e depois o Humberto acompanha-te até ao palco.
Percorri calmamente de novo a multidão, desta vez com mais facilidade e sem comentários, apenas olhares confusos. Cheguei junto do Humberto. Este era ainda maior que o Alfredo e ligeiramente mais magro. Ouviu as indicações a tomar e tomou o seu caminho, acompanhando-me em direcção ao palco.
O coliseu mantinha-se igual. A mesma mística de sempre e o cheiro ainda a suor e lágrimas de muitos fans que ali passavam.
A música percorria todo aquele espaço, em vários tons de afinação. E ao longe vi algo pequeno com os seus phones nos ouvidos.
- Frank?
- Juliet! Como estás?
- Bem, e vocês? Nem fazia ideia que estavam por cá.
- Mas há cartazes por todo o lado. Bem, acredito que nem olhes para eles, eu faço o mesmo.
-Pois, realmente.
Eu não tinha a mesma vida que o Frank Iero. A minha era bem mais calma, e eu tinha tempo para ver cartazes, apenas não tinha vontade.
F: Então e queres ficar a ver o concerto?
J: Eu agradecia. Há muitos fotógrafos lá fora… Não queria propriamente a minha cara numa revista de adolescentes, e escrito por baixo: Filha do famoso guitarrista de metal, Synyster Gates, no concerto de My Chemical Romance.
F: Percebo. Os miúdos da escola não sabem pois não?
J: Não… Não deve ser lá muito agradável ter “amigos” só porque o meu pai e a minha mãe tocam em bandas famosas. Já acabaram o teste de som?
F: Tens razão. Falta o Mikey tratar do baixo e vamos para dentro.
Gerard: Juliet, por aqui? Bem ao tempo, cresceste imenso!
Um sorriso esboçou-se no rosto de Gerard. Senti-o a observar-me, e isso sabia-me bem.
J: Bem, estou na idade disso.
Sorri-lhe também.
Mikey: Bem, acabei. Vamos para dentro?
O Ray e o Bob aproximaram-se e foram para com o Mikey e o Frank.
O Gerard aproximava-se de mim lentamente, e puxou no momento em que ia seguir atrás deles. Sentia a sua respiração junto a mim e o corpo estava a ficar dormente.
G: Bem, Juliet lembrei agora… Não gostavas de cantar uma musica comigo? Ainda há bastante tempo para ensaiar e escolhíamos uma que tu já conhecesses a letra.
Aquilo deixou me na duvida. Não podia subir ao palco, para além da Raquel havia pelo menos mais umas vinte pessoas da escola. E o facto de a minha voz não ser grande coisa, também não influenciava a aceitar o convite.
J: Bem, eu adorava mas… Eu não sei cantar. Além disso não posso subir assim ao palco, todos na escola pensam que o meu pai é gerente de uma loja de ferragens e a minha mãe florista!
Este desmanchou-se a rir, até eu me ri do ridículo que tinha inventado para as pessoas da escola.
G: Sim, a Jo florista, claro… Bem se tu o dizes não insisto mas aceita ao menos um café. Estou cansado de estar aqui enfiado!
J: Claro.
G: Vou buscar o casaco. Espera ai.
Nem cinco minutos demorou, e saímos pela porta das traseiras, dando a volta por cima de forma a não sermos reconhecidos pelos fans. Era difícil encontrar um espaço sem fans, mas depois de andarmos um pouco lembrei do café onde costumava ir com o Thomas. Lá não haveria riscos.
Entramos naquele espaço acolhedor e senti-me em casa. Todo ele era em tons de roxo, e cheio de decorações orientais, simplesmente simples. A conversa com o Gerard ia animada, pedimos dois cafés e continuamos a conversar. Ele dava-me a mão e fazia-me festas, como um irmão mais velho ou mesmo meu pai. Era bom falar com ele.
Olhei para a porta, e viu-o. O Thomas. Dirigiu a mim, e eu levantei-me e abracei-o.
T: Juliet, tas bem? Que se passa contigo?
Não conseguia prenunciar uma única palavra. Queria ficar ali eternamente, e os meus lábios queriam tocar nos dele. Este desejo estava a dar cabo de mim, olhei para o Gerard pedindo para me levar dali, e ele levantou-se, cumprimentou o Thomas, disse que tínhamos de ir e disse que se quisesse ir ao concerto era um prazer tê-lo. Ele agradeceu, mas disse que não podia porque tinha a avó doente e desejou que tudo corre-se bem.
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Arauja_Kodomo
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MensagemAssunto: Re: Life is not a word is a felling   Seg Fev 09, 2009 4:42 pm

Bonita história Smile
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MensagemAssunto: Re: Life is not a word is a felling   Ter Fev 10, 2009 12:03 pm

Preciso dizer algo? *_*
Capitulo perfeito como sempre ^^
MAIS <3
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maria_lp



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MensagemAssunto: Re: Life is not a word is a felling   Sex Out 16, 2009 3:14 pm

esta fanfic esta igualmente bem escrita
e estou curiosa para saber a continuaçao, e perceber melhor a historia...
espero que aranjes um tenpinho para continuares aescrever
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MensagemAssunto: Re: Life is not a word is a felling   Sab Out 17, 2009 6:40 am

PArabens...!!!

Ta muito fixe...
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Synyster D



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MensagemAssunto: Re: Life is not a word is a felling   Sex Maio 07, 2010 5:04 pm

Ta muito bom Surprised Tens de nos mostrar a continuação.
Fiquei mesmo curioso agora Rolling Eyes
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MensagemAssunto: Re: Life is not a word is a felling   Hoje à(s) 7:04 pm

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